Você conhece a história das cubas ao longo da arquitetura de interiores? E mais, está por dentro da tendência das cubas coloridas? Com suas tonalidades elas mudam completamente a percepção de setores como lavabos e banheiros! Confira uma série de ambientes projetados pela arquiteta Mari Milani que trabalhou com as cores de maneira criativa e poderosa para o décor, transformando as cubas em verdadeiras protagonistas dos ambientes!
Quebrando a monotonia e ditando personalidade, as peças se evidenciam no décor de banheiros e lavabos. Com gradientes suaves, formatos diversos com cantos arredondados e acabamento mate, as cubas coloridas têm ganhado espaço nos projetos de arquitetura de interiores. Na reforma dos banheiros que integram o mesmo apartamento, a arquiteta Mari Milani apostou no mesmo modelo e cor, mas com dimensões de acordo com a bancada.

Na década de 1980, as cubas coloridas viviam seu auge com tons marcantes – verde, rosa e caramelo eram predileções frequentes nos banheiros dos brasileiros. “As combinações com os revestimentos resultavam em projetos super ousados pela intensidade das cores”, pontua a arquiteta Mari Milani. Entretanto, esse visual marcante tornava-se cansativo e, a partir da década de 1990, banheiros e lavabos passaram a contar com peças mais neutras e sóbrias em uma paleta composta pelo branco, gelo e bege claro. “Esse ‘padrão’ de preferência ainda prevalece, mas a arquitetura de interiores contemporânea abriu espaço, novamente, para o colorido dentro de uma roupagem mais sofisticada”, argumenta a profissional. De acordo com ela, essa abertura se deu, principalmente, pelo desejo de inserir mais personalidade aos projetos. “Com uma base mais clara, como ainda prevalece no conceito desses ambientes, consigo evidenciar para meus clientes a diferença que faz um ponto de cor”, relata. Diferente do acabamento esmaltado e com brilho, a cuba contemporânea ganhou o acabamento mate que a torna muito mais elegante. “Sem contar o design mais suave da peça e os cantos arredondados das peças retangulares”, explica Mari.
Como definir a cor da cuba? Para a escolha da cor ser assertiva, Mari orienta que o segredo é buscar a harmonia levando em consideração que o objetivo é atrair olhares para seu protagonismo, porém sem chocar. Ela afirma que as opções mais suaves e de baixa saturação são as referências atuais e podem ser encontradas em variações de azul, verde e bege, entre outras possibilidades. “O intuito é adicionar leveza, contemporaneidade e uma estética atemporal”, esclarece, acrescentando que essas são as indicações mais recomendadas para ambientes menores.

Entretanto, se o décor caminhar por uma paleta mais escura, modelos com cores preto e chumbo têm sim o seu espaço garantido. “Essas cubas seguem com um viés chique e fazem sentido em projetos mais arrojados, preferencialmente em banheiros mais amplos. Já no lavabo é possível investir em um visual mais dark, pois se trata de um cômodo de baixa permanência”, informa.

Sucesso inquestionável nos banheiros. Perfeitas para criar um cenário único nos projetos de banheiro, as cubas coloridas são o encaixe perfeito para quem busca personalidade e leveza. “É preciso pensar na cuba como uma composição e não apenas como a única peça decorativa do setor”, esclarece a arquiteta.


