Estudos mostram que o sistema sensorial responde diretamente às superfícies que tocamos e que escolhas materiais podem influenciar no conforto e acolhimento

Esse é um dos fundamentos da Neuroarquitetura, campo que investiga como os estímulos do ambiente afetam o cérebro e o comportamento humano. A experiência do espaço é sempre multissensorial, envolvendo a integração entre estímulos táteis, visuais, térmicos e acústicos. Entre eles, o tato ocupa um lugar estratégico. “O sistema somatossensorial é responsável por processar estímulos como pressão, temperatura e textura, atuando como um mecanismo essencial para a avaliação inicial do ambiente. Superfícies que apresentam qualidades táteis agradáveis tendem a favorecer percepções de conforto e previsibilidade”, afirma o arquiteto e pesquisador em Neuroarquitetura Lorí Crízel.
Em um cenário em que a casa assume cada vez mais o papel de refúgio, a forma como interagimos fisicamente com os espaços ganha nova relevância. Mais do que estética, o revestimento de um ambiente, especialmente o piso, principal ponto de contato com o corpo, pode impactar a percepção de conforto e bem-estar.

O que a ciência já indica sobre o toque
Pesquisas na área de percepção ambiental mostram que texturas com padrões orgânicos, relevos suaves e menor rigidez tendem a ser associadas, em determinados contextos, a sensações de acolhimento. Em contrapartida, superfícies excessivamente frias, lisas ou artificiais podem, dependendo do contexto e da combinação com outros estímulos, gerar distanciamento sensorial — um efeito potencializado pelo uso intensivo de telas e materiais industriais no cotidiano.
Essa resposta está ligada à chamada hapticidade, termo que descreve a experiência tátil ativa. Na prática, significa que o corpo “lê” o ambiente antes mesmo de qualquer interpretação consciente. De acordo com Crízel, ao entrar em contato com uma superfície, o corpo realiza avaliações rápidas relacionadas ao conforto e à previsibilidade sensorial, influenciando a forma como o ambiente será percebido ao longo de seu uso.
Na arquitetura contemporânea, esse entendimento tem orientado uma busca por materiais que aproximem o usuário de referências naturais, não apenas visualmente, mas também no toque. Texturas que reproduzem a irregularidade da madeira, por exemplo, podem evocar associações relacionadas à biofilia, conceito que descreve a afinidade humana com elementos da natureza.

Do conceito à prática: o papel dos materiais
Nesse contexto, a indústria de revestimentos tem avançado no desenvolvimento de superfícies que combinam desempenho técnico com estímulos sensoriais mais sofisticados. É o caso de empresas como a Durafloor, que investem em tecnologias capazes de reproduzir não só o desenho, mas também o relevo e a sensação tátil de materiais naturais. Alinhada a esse movimento, a marca apresenta em seus lançamentos mais recentes o conceito “Essencialmente Confortável”, desenvolvido a partir da observação dos modos de viver contemporâneos e da ideia de que o conforto hoje está menos ligado ao excesso e mais a escolhas conscientes. As novas linhas priorizam superfícies agradáveis ao toque e ao uso contínuo, padrões que dialogam com repertórios já consolidados do morar e soluções que favorecem reformas mais ágeis, com menor impacto e maior eficiência.
“Existe hoje um esforço da indústria em traduzir conceitos da neuroarquitetura em soluções concretas. No caso dos pisos, isso passa por desenvolver superfícies que não apenas reproduzam o visual da natureza, mas que ofereçam uma experiência tátil coerente com essa referência, contribuindo para uma sensação de acolhimento”, diz Patrícia Cisternas, gerente de Marketing da Durafloor.
Novidades recentes de pisos vinílicos, como as da Linha Art, priorizam conforto térmico e maciez ao caminhar, características que podem contribuir para a percepção de aconchego em ambientes de permanência prolongada, como salas e quartos. Já padrões que acompanham os veios da madeira, com micro relevos sincronizados, como o Freijó Imperial e o Oásis, podem, em determinados contextos de uso, ampliar a percepção de autenticidade e contribuir para uma experiência mais imersiva.
“Pequenas variações de textura podem influenciar a percepção do ambiente ao longo do tempo, especialmente em espaços de uso cotidiano, onde o contato frequente com as superfícies contribui para a formação de memórias sensoriais associadas ao conforto e à previsibilidade ambiental”, finaliza Crízel.
Além da dimensão tátil, a neuroarquitetura também aponta que a continuidade visual entre superfícies pode contribuir para uma leitura mais fluida dos espaços e maior sensação de equilíbrio. A integração entre piso e painéis — como no padrão Freijó Imperial, presente nos pisos da Durafloor e nos painéis da Duratex — reforça essa coerência sensorial e pode ampliar a percepção de acolhimento.
Sobre a Durafloor
A Durafloor é marca referência no mercado brasileiro de pisos laminados e vinílicos, e faz parte da Dexco, maior casa de marcas do setor de construção, reforma e decoração do Brasil. Com a promessa de marca A base de toda a beleza, a Durafloor oferece soluções em pisos para mudanças leves e descomplicadas, a partir de produtos que aliam estética, qualidade e inovação, com tecnologias que conferem resistência à água, conforto térmico, proteção antibacteriana, antiviral e contra cupim, além de facilidade na instalação. Produzidos a partir de madeira de reflorestamento certificada pela FSC® (Forest Stewardship Council®), os produtos entregam aos consumidores espaços onde se possa viver com tranquilidade e sentir o aconchego pelo toque.
