Por muito tempo associados a uma lógica mais decorativa, os revestimentos passam a ser reinterpretados sob outra perspectiva. Saem da ideia de composição rígida e passam a operar como ferramenta de construção de linguagem, abrindo espaço para paginações mais livres, menos previsíveis e mais conectadas à intenção de cada projeto.
Esse movimento dialoga com uma abordagem mais ampla da materialidade, em que forma, pigmento e textura passam a atuar como elementos estruturantes. Em vez de apenas revestir, os materiais passam a definir ritmo, proporção e a lógica de composição dos ambientes, ampliando seu papel dentro da arquitetura contemporânea.
Nesse contexto, a paginação deixa de seguir padrões fixos e passa a explorar variações de direção, encaixe e proporção entre as peças. O resultado são superfícies que carregam um caráter mais autoral, em que o desenho não está pré-determinado, mas se constrói a partir da aplicação.
A assimetria aparece como parte desse movimento. Em vez de buscar alinhamento absoluto, os projetos passam a explorar deslocamentos, encontros inesperados e variações sutis, criando dinamismo sem recorrer ao excesso. É uma forma de trabalhar o revestimento como elemento ativo da arquitetura, e não apenas como acabamento.

Essa liberdade de composição também se reflete em soluções que ampliam o repertório do especificador. Nos bricks da linha Matéria, da Castelatto, líder no segmento de pisos e revestimentos de concreto arquitetônico, os fragmentos cerâmicos permanecem aparentes e distribuídos de forma irregular no concreto, criando superfícies com identidade própria. Quando aplicados em diferentes direções e paginações, esses elementos permitem resultados que variam de projeto para projeto, sem uma hierarquia pré-definida.

Essa lógica se expande para produtos que exploram o relevo e o movimento. Na linha Dive In, o desenho sinuoso dos sticks cria variações de altura e encaixe entre as peças, permitindo diferentes formas de paginação e uma superfície mais fluida. Assim, as composições se transformam conforme a aplicação, evidenciando o potencial dinâmico do material.
Até mesmo aspectos construtivos passam a dialogar com essa lógica mais aberta. No caso do Aera, a redução de peso do brick combinada à presença de pequenos vazios resulta em uma superfície mais aerada, que ganha textura e profundidade sem depender de um desenho previamente definido. Essa leveza facilita o manuseio e o assentamento, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de aplicação em diferentes planos.

Em paralelo, produtos como o brick Fragmento reforçam essa ideia ao evidenciar a presença dos resíduos incorporados ao concreto. As peças não são homogêneas, pelo contrário, são únicas, e é justamente essa variação que permite que o material se comporte de forma diferente conforme a paginação, assumindo ora um caráter mais gráfico, ora mais orgânico.
“Quando trabalhamos forma, pigmento e textura de maneira integrada, o revestimento deixa de ser apenas acabamento e passa a estruturar o desenho do ambiente. A composição deixa de ser fixa e passa a responder à intenção de cada projeto”, comenta Patrícia Pizzetti, gerente de marketing da Castelatto.
Sobre a Castelatto:
Pertencente à Dexco, empresa de materiais de construção, reforma e decoração, a marca oferece uma linha completa de produtos premium para revestir pisos e paredes em concreto arquitetônico, com grande variedade de formatos, cores e texturas, com as mais versáteis e inovadoras soluções para todos os ambientes e estilos. Sempre atenta às tendências de design, seus produtos promovem um visual exclusivo aos espaços e permitem a personalização dos ambientes com diferentes usos e paginações. www.castelatto.com.br
