Quando os apartamentos começaram a encolher, o bidê foi um dos primeiros itens a sair do projeto do banheiro. Não porque perdeu utilidade, mas porque o espaço simplesmente não sobrava mais para ele. A peça, no entanto, continua tão útil quanto sempre foi.
Só que comprar um bidê envolve mais decisões do que parece. Louça e metal precisam ser compatíveis, a infraestrutura hidráulica define o tipo de torneira e o acabamento precisa combinar com o restante do banheiro. Neste artigo, ajudamos você a encontrar o modelo certo. Acompanhe!
Qual é a origem e a função do bidê?

No século XVIII, o banho completo ainda não fazia parte da rotina diária de muitas pessoas. Nesse contexto, o bidê surgiu na França como uma peça voltada à higiene íntima, inicialmente ligado às casas mais ricas e aos hábitos de cuidado pessoal.
O nome vem do francês bidet, que significa pequeno cavalo, por causa da posição de uso sobre a peça. Quem se senta sobre ela fica voltado para a torneira, com as pernas abertas de cada lado. Daí a comparação com montar um animal pequeno.

A peça fica ao lado do vaso sanitário e serve para a higiene íntima após o uso do banheiro. Oferece uma higienização mais completa do que o papel higiênico e mais confortável do que a ducha. Com metais que permitem misturar água quente e fria, o conforto aumenta ainda mais.
Quais modelos de bidê existem?

Os dois modelos disponíveis são o convencional e o suspenso. O convencional apoia no piso e tem fixação na base. O suspenso fica preso à parede, libera o piso e facilita a limpeza por baixo da peça.
A escolha entre os dois começa pelo espaço. Como referência de conforto, deixe ao menos 30 cm livres de cada lado da peça. Meça o vão antes da compra e confira as medidas indicadas pelo fabricante.

Além do espaço, a harmonia com o vaso sanitário também orienta a decisão. O ideal é que as duas peças sejam da mesma linha do fabricante. Quando isso não for possível, busque formas semelhantes, com linhas retas ou curvas próximas.
Quantos furos o bidê tem e por que isso importa?

Os modelos mais comuns de bidê têm um ou três furos na louça, e essa diferença define qual metal pode ser instalado. Comprar as duas peças sem checar a compatibilidade é um dos erros mais comuns em reforma.
O bidê de um furo recebe torneira simples, que libera apenas água fria, ou monocomando, que permite misturar água quente e fria em uma única alavanca quando existe tubulação de água quente no ponto.
Essas combinações não são intercambiáveis. Por isso, o mais seguro é conferir a ficha técnica da louça e do metal antes da compra. Quando possível, escolha peças da mesma linha ou indicadas pelo mesmo fabricante.
Como escolher o metal do bidê?

A escolha do metal começa pela infraestrutura do banheiro, não pelo design. O ponto mais importante é saber se há tubulação de água quente no local. Em apartamentos mais antigos e banheiros de serviço, isso nem sempre existe, e essa informação muda tudo.
Os tipos mais comuns de metal para bidê são:
- torneira simples, que libera apenas água fria e usa um furo na louça;
- monocomando, que mistura água quente e fria em uma única alavanca, também com um furo, mas verifique a pressão mínima indicada pelo fabricante antes da compra;
- misturador bicomando, com dois registros separados e três furos na louça, modelo mais clássico e muito presente em imóveis com infraestrutura hidráulica antiga.
Com o tipo de metal definido, o próximo passo é o acabamento, que precisa acompanhar as demais peças do banheiro. Cromado é o mais neutro e se adapta bem a metais já existentes no banheiro. Preto matte aparece em projetos contemporâneos, enquanto dourado e red gold pedem uma proposta visual mais definida.

A posição de instalação é outro ponto a considerar. O metal de mesa é fixado diretamente nos furos da louça, o que, em geral, simplifica a instalação. O de parede tem pontos hidráulicos embutidos na alvenaria e precisa ser previsto antes do revestimento.
Como combinar o bidê com revestimentos e metais do banheiro?

O acabamento do metal e a cor da louça precisam estar alinhados com o revestimento das paredes e do piso. A louça branca é a mais versátil e combina com bases claras, escuras, neutras ou coloridas. Já a louça preta tem mais presença visual e pede equilíbrio na composição.
O ponto de partida pode ser o revestimento. A partir dele, o acabamento do metal ajuda a definir o tom do banheiro:
- cromado com revestimento claro, neutro ou azulejo metro, pois o brilho reflete a luz e mantém a composição mais leve;
- preto matte com cimento queimado, porcelanato escuro ou revestimento de estética industrial, já que o acabamento fosco cria unidade com superfícies sem brilho;
- dourado com mármore branco ou porcelanato que imita pedra clara, combinação em que o metal quente cria contraste com fundos frios e claros;
- red gold com paleta neutra em bege, areia ou cinza claro, pois o tom rosado aquece o ambiente sem disputar atenção com outros elementos.

Com o acabamento definido, o mais importante é manter consistência entre as peças. Se a torneira do bidê é cromada, chuveiro, porta-toalhas, papeleira e acessórios podem seguir o mesmo acabamento.
Mais do que uma questão de espaço, o bidê é uma escolha de conforto. Com as informações certas sobre louça, metal e infraestrutura, a decisão fica mais simples do que parece. E para fechar a escolha, a Viva Decora Shop reúne as diversas opções de bidê em um só lugar. Acesse e confira!
