Jardim da Alameda propõe um respiro verde no coração de São Paulo

Paisagismo assinado por Catê Poli e João Jadão para a CASACOR São Paulo 2025 ocupa o espaço entre dois edifícios tombados do Parque da Água Branca. A instalação verde, silenciosa e contemplativa idealizada por eles exalta a simplicidade essencial da natureza e o pertencimento dela para com os seres humanos

O Jardim da Alameda, projeto de Catê Poli e João Jadão para a CASACOR São Paulo 2025, é uma das atrações da mostra que acontece, pela primeira vez, no Parque da Água Branca, reunindo mais de 70 ambientes com o tema Semear Sonhos

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

Entre dois prédios históricos do Museu Geológico do Parque Água Branca, onde as estruturas carregam memórias e o tempo desenha suas marcas, nasce um espaço que busca trazer mais valor ao simples ato de viver o presente. É o Jardim da Alameda, projeto de paisagismo assinado por Catê Poli e João Jadão para a CASACOR São Paulo 2025.

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

Um convite para desacelerar, ouvir a cidade com menos urgência e apreciar. Entre dois prédios que tem as fachadas tombadas pelo patrimônio histórico e, ao lado de um café e de um restaurante, a proposta de formar uma travessia silenciosa e um lugar de passagem que se transforma em permanência, é explicada ainda no nome: Jardim da Alameda. O termo “Alameda”, que significa rua arborizada, vem de “Álamo”, árvore que é geralmente plantada alinhada lado a lado formando caminhos.

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

Sem obras, o jardim elaborado pelos veteranos Catê e João, que celebram mais uma participação na CASACOR São Paulo, a sexta vez juntos, respeita o espaço tombado onde se insere, como quem chega devagar. O discurso quase centenário contrasta com a modernidade do novo jardim ao mesmo tempo em que se integra com a vegetação tropical de grande porte do Parque da Água Branca. Sobre o piso de pedra existente, a história permanece e, sobre ela, está instalado o jardim que inspira viver o agora. “Encontramos no espaço histórico a permanência do tempo e o nosso jardim se molda como uma instalação efêmera diante do presente”, explica a paisagista Catê.

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

Instalado com a leveza que se completa com a cena do parque onde estão inúmeras espécies de plantas e árvores centenárias da Mata Atlântica, o Jardim da Alameda é desmontável, transportável e adaptável. Plantas, floreiras, vasos, luminárias e mobiliário serão 100% reaproveitados após o fim da mostra. “Seguimos as premissas de respeitar a estrutura do local e fomos muito felizes em termos próximos ao nosso projeto a cena tropical do acervo natural que já existe por lá”, ressalta João Jadão.

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

Na imersão que os profissionais realizaram a partir do tema da edição desse ano – Semear Sonhos –, ambos se aprofundaram no sonho de preservação, restauro e valorização dos espaços históricos com intervenções paisagísticas para uso da população. Um desejo de termos espaços públicos melhores e uma cidade mais verde para todos. “Pensamos em um jardim relativamente simples, com caráter de praça, sem muitos adornos, com poucos elementos, mas todos com sua força e imponência. Pode existir beleza na simplicidade e no respeito ao patrimônio histórico”, concluem juntos.

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

Para que as pessoas possam relaxar e se esparramar com conforto, o jardim reúne poltronas e chaises (Hio Decor), feitas de espuma maciça e tecidos outdoor de última geração, que se moldam ao corpo de quem chega ao jardim .

Seleção do Jardim da Alameda

A estrela desse pequeno oásis urbano é o Cambucá, árvore brasileira nativa que produz seu fruto de sabor exótico e de sabor adocicado, com quatro exemplares de grande porte que se juntam a exemplares de Jabuticaba Sabará, a mais tradicional das jabuticabeiras, aclamada por seu doce ‘ouro negro’.

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

Ao redor delas, uma constelação de folhagens, em vasos de diferentes diâmetros e alturas, sustenta a harmonia do conjunto idealizada pela dupla: Filodendro Ondulado, Ciclanto, Maranta Charuto, Areca Triandra, Dracena Arbórea, Helicônia Bihai, Palmeira Fênix, Guaimbê e Liriope verde. Cada tipo, com sua forma e textura, traduz a intenção de preencher os vazios sem sufocar o espaço, entregando um volume exuberante. “Privilegiamos uma distribuição que ressaltou as formas onduladas, as folhas largas e as nuances do verde em equilíbrio”, verbaliza Catê.

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025
Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

O pensamento conduzido por Catê e João para a definição das espécies é alinhado com o meio ambiente e a ecologia: priorizar o uso de plantas nativas. Entretanto, o jardim acolheu algumas plantas exóticas não invasoras que chegaram para complementar o grupo de arbustos e folhagens tropicais. “Nosso objetivo foi alcançar a essência de um jardim, trazer convivência, diversidade e equilíbrio”, analisa João.

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

O Cambucá, árvore brasileira nativa que produz seu fruto de sabor exótico e de sabor adocicado, é um dos destaques do Jardim da Alameda, de Catê Poli e João Jadão. Ele se junta aos exemplares de Jabuticaba Sabará e das espécies Filodendro Ondulado, Ciclanto, Maranta Charuto, Areca Triandra, Dracena Arbórea, Helicônia Bihai, Palmeira Fênix, Guaimbê e Liriope verde

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

Sem flores e com a potência do verde

Com cerca de 30 vasos (Organne) e 30 floreiras de aço galvanizado com pintura eletrostática (Firgal) reciclados e organizados com rigor intuitivo, os paisagistas projetaram um espaço onde o verde é absoluto. Nada de flores, perfumes ou cores gritantes. O protagonismo é do tom sobre tom e da luz que recorta as folhas ao entardecer. As espécies foram selecionadas por volume, tonalidade e características físicas que se alinham à suave ventilação e baixa incidência do sol – em especial, no período do outono e inverno, quando chega o acontecer na CASACOR São Paulo. “As espécies vegetais respeitam essas características, mas demandam espaço por serem plantas tropicais volumosas”, revela Catê.

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

O verde, marcado por folhagens de diferentes formas e volumes, dão o tom do projeto de Catê Poli e João Jadão para a CASACOR São Paulo 2025. Sem obras nem alterar a configuração do Parque da Água Branca, patrimônio tombado, o ambiente mistura vasos cerâmicos (Organne) e 30 floreiras de aço galvanizado com pintura eletrostática (Firgal) reciclados .

Ambiente de estar

A vida pede movimento e períodos de pausa e, para tanto, a composição do Jardim da Alameda se evidencia como esse suspiro necessário entre compromissos e rotinas. Não à toa, se posiciona entre os dois edifícios da mostra e entre um café e um restaurante, abarcando o desejo de quem chega e o prazer de quem fica.

Para permitir a permanência do estar e o relaxamento de cada visitante, o ambiente reúne poltronas e chaises (Hio Decor), verdadeiras esculturas orgânicas, feitas de espuma maciça e tecidos outdoor de última geração, que se moldam ao corpo de quem chega ao jardim a fim de relaxar, ouvir o cantar dos pássaros ou, simplesmente, apreciar o céu.

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

À noite, o jardim, que tem projeto luminotécnico de Carlos Fortes, se reinventa para ter seu uso completo. A iluminação discreta e delicada conta com luminárias lineares de piso para as fachadas (Interlight), luminárias com foco direcionado fixadas nos troncos das árvores, e alguns espetos nos vasos de arbustos e folhagens. Estratégica, a luz indireta realça texturas e convida ao recolhimento no lugar que respira com a cidade, mas em outro ritmo.

Usufruído, inclusive, à noite, o Jardim da Alameda tem projeto luminotécnico de Carlos Fortes, que mesclou luminárias lineares de piso (Interlight), luminárias de foco para valorizar os troncos das árvores e espetos nos vasos 

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

CASACOR São Paulo 2025

Onde: Parque da Água Branca – Rua Dona Ana Pimentel, 37 portaria G4 do PAB

Quando: de 27 de maio a 03 de agosto de 2025

Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 11h às 21h

Horário bilheteria: Terça a domingo*, das 11h às 19h

* fechamento da bilheteria física 15 minutos após o último horário. A visita poderá acontecer até às 21h.

Bilheteria digital: https://appcasacor.com.br/events/sao-paulo-2025

Foto : Renato Navarro Catê Poli e João Jadão | CASACOR 2025

Sobre Catê Poli

Arquiteta paisagista formada pela FAUUSP, com pós-graduação em Comunicação pela ESPM. Com mais de três décadas de atuação no mercado, iniciou sua trajetória profissional em 1990 e, desde 2000, comanda o próprio escritório. Especializada em projetos de paisagismo residencial de alto padrão, atua em todo o território nacional e já assinou trabalhos internacionais em países como Estados Unidos, Angola e Austrália. Participou de diversas edições da CASACOR São Paulo e Rio de Janeiro e foi colunista do site Casa e Jardim. Para Catê, o compromisso ambiental é indissociável da prática do paisagismo.

Cate Poli

@cate_poli_paisagismo | [email protected] |

 

Sobre João Jadão

Paisagista com especialização em Arquitetura da Paisagem e ampla atuação em projetos para residências, condomínios, áreas corporativas, espaços públicos e privados. Com sólida trajetória no setor, reúne participações em importantes mostras e premiações nacionais e internacionais. Atualmente, ocupa o cargo de vice-presidente da Associação Nacional de Paisagismo (ANP), reforçando seu compromisso com o fortalecimento e a valorização da profissão no Brasil.

João Jadão

@joaojadao.paisagismo | [email protected] |

 

Fornecedores presentes no Jardim da Alameda:

Carlos Fortes (projeto luminotécnico): @estudiocarlosfortes | Firgal (floreiras metálicas): @firgalengenharia | Hio Decor (mobiliário): @hio_decor | Interlight (luminárias): @interlight.oficial  | Organne (vasos): @organneoficial

Assessoria de  imprensa:

dc33 Comunicação

www.dc33.com.br |

Veja também

Mesa dobrável: descubra como escolher e usar em cada cômodo

Morar ou trabalhar em espaços compactos pede criatividade na...

Roca reforça liderança em louças sanitárias com inovações em cubas na Revestir 2026

Portfólio ampliado alia design autoral, materiais de alta performance...

Armário multiuso: qual modelo comprar para cada ambiente?

O armário multiuso é um dos móveis mais versáteis...

Deixa um comentário

Por favor, deixe aqui seu comentário
Por favor, digite seu nome